A recente e polêmica investigação contra funcionários corruptos do Samu em Goiânia tem trazido dor de cabeça para os empregados honestos da categoria. Márcio de Sousa Linhares é presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulância do Estado de Goiás (Sindambulancia) e afirmou que, quando a notícia foi divulgada, os funcionários ficaram surpresos e sem saber o motivo das prisões. “Há hostilizações, agressões físicas e piadas. Está muito complicada a nossa situação”, declarou à TV SindMetal.

No final de junho, o Ministério Público de Goiás começou uma operação para combater a quadrilha que realizava fraudes no Samu em Goiânia e Região Metropolitana. Alguns socorristas recebiam propina de médicos particulares para que os pacientes fossem direcionados a unidades médicas específicas. A operação recebeu o nome de SOS Samu.

Procurada pela TV SindMetal, a assessoria de imprensa do Ministério Público afirmou que o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), Grupo de Promotores responsável pela investigação, não vai dar entrevistas à imprensa por enquanto. Provavelmente só quando forem ofertar a denúncia para o Tribunal de Justiça.

A Secretaria de Saúde abriu uma sindicância para apurar irregularidades, além de afastar 23 servidores do Samu. Em reunião, o secretário de Saúde de Goiânia, Fernando Machado, garantiu que vai providenciar nomeação imediata de um novo diretor interino para o Samu. O MP pediu a prorrogação dos mandados de prisão, mas os juízes Wilson Safatle Faiad e Denival Francisco determinaram a soltura dos 21 suspeitos nos dias 24 e 26 de junho, incluindo o ex diretor do Samu, Carlos Henrique Duarte Bahia.