Estimando gastar mais do que pode arrecadar no próximo ano, o Governo Federal entregou nesta segunda-feira, 31 de agosto, ao presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, o projeto de Orçamento de 2016, que prevê déficit de R$ 30,5 bilhões nas contas. 

De acordo com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, o valor equivale a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). É a primeira vez em que o governo apresenta uma peça orçamentária que prevê gastos maiores que receitas. Dentre as demais estimativas estão a previsão de crescimento econômico de 0,2% para 2016, inflação de 5,4% e proposta de salário mínimo de R$ 865,50.

CPMF 

A opção do governo por admitir o inédito déficit fiscal nas contas públicas do próximo ano veio após a desistência da presidente Dilma Rousseff de recriar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). 

Caso voltasse a existir, o tributo arrecadaria cerca de R$ 85 bilhões no próximo ano, aumentando a previsão de receitas para 2016. Avaliando não ter capital político para aprovar a volta do imposto sobre transações bancárias atualmente, o Planalto preferiu deixar a proposta para outro momento.