O Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores avançou 0,7 ponto percentual, ao passar de 7,2% para 7,9%, de janeiro a fevereiro deste ano. Medida pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a taxa é maior do que a registrada em dezembro do ano passado, de 7,4%.

Com a “forte alta”, segundo a FGV, o indicador deixou o patamar entre 7% e 7,5% em que se mantinha desde abril de 2013, ficando atrás apenas dos 8,1% de setembro de 2005, na primeira edição da pesquisa.

Na avaliação do economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV Pedro Costa, após dois anos em um patamar “relativamente estável” de 7,2%, a média da expectativa da inflação teve uma variação “significativa” em fevereiro, ao passar para 7,9%. “Parece que os consumidores estão sentindo a presente elevação dos preços e criando expectativas pessimistas para o futuro”, 

Segundo a FGV, de janeiro a fevereiro houve um aumento expressivo da frequência de previsões de inflação superiores a 7% entre os consumidores ouvidos pela FGV, de 45,4% para 61%. As taxas entre 7% e 8% passaram a ser as mais citadas pelos entrevistados (24,9% do total), ultrapassando a frequência de previsões na faixa entre 6,5% e 7% (22,8% do total).

Em fevereiro de 2014, o Indicador Expectativa de Inflação dos Consumidores estava em 7,2%, mesmo percentual de março do mesmo ano. Subiu para 7,5% no mês seguinte (abril), mas voltou aos 7,2% em maio, mesmo percentual dos meses de julho e agosto do ano passado e janeiro deste ano. Ao longo de 2014, as maiores percepções apuradas ocorreram nos meses de abril, outubro e novembro: 7,5%.

Fonte: Correio Braziliense