Expectativa de um crescimento tímido da economia reflete em desconfiança.

A expectativa de crescimento tímido da economia brasileira neste ano reflete em desconfiança por parte da indústria, um dos setores que mais emprega trabalhadores na região de Piracicaba (SP). “O cenário para 2014 é preocupante, mas não desesperador. Ainda é cedo para falar em crise”, disse ao G1 o presidente do Sindicato Patronal da Indústria de Piracicaba e Região (Simespi), Euclides Baraldi Libardi.

Empossado oficialmente nesta quarta-feira (8) para um mandato de três anos à frente da entidade, Libardi afirmou em discurso a empresários e políticos que o setor precisa se preparar para enfrentar eventuais dificuldades.

“Diante de um mercado cada vez mais competitivo, teremos grandes desafios, inclusive econômicos. É imprescindível a atualização, não só da cadeia produtiva, mas em todas as áreas de uma empresa”, relatou.

Entre janeiro e novembro de 2013, a indústria regional teve um aumento de apenas 1,94% no saldo de vagas com carteira assinada, o equivalente a cerca de 1.100 empregos formais. Na avaliação do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o resultado só foi positivo em razão do desempenho do setor automotivo, especialmente com a criação em setembro do terceiro turno de produção da montadora sul-coreana Hyundai, instalada em Piracicaba

ntegrante da diretoria do Simespi desde 1998, o novo presidente afirmou que pretende manter o apoio às empresas para fortalecer as ações em prol do crescimento do setores metal, mecânico, elétrico, eletrônico, siderúrgico e de fundição de Piracicaba, Saltinho (SP) e Rio das Pedras (SP). Libardi ocupa o posto deixado por Tarcisio Mascarim, que permaneceu 15 anos na função e atualmente é secretário de Desenvolvimento Econômico de Piracicaba.

Carga tributária pesada

Libardi afirmou ainda que ações governamentais previstas para 2014, como investimentos em obras e em projetos de infraestrutura, devem aquecer indiretamente a indústria, que será chamada para fornecer máquinas e equipamentos. “A carga de impostos pesada demais é um obstáculo para o crescimento, mas ainda temos apostas de que 2014 será um ano razoável. Caso não sejam feitos investimentos, podemos ter uma situação bastante preocupante a partir de 2015”, disse

Fonte: G1